ALAGOINHAS

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O que eu vi em 19 anos de reportagens

quinta-feira, 2 de maio de 2019

/ by REDAÇÃO

A partir de hoje passo a relatar cotidianamente o que presenciei em nível de matérias policiais, claro que forçando a mente, baseado nas imagens que registrei, e dos fatos que ainda me lembro. 

O início de tudo
Lembro-me bem de uma tarde de domingo dos anos 80, onde aconteceu um acidente na curva do bambu hoje BR 110 início da ladeira de Sítio Novo, em que morreram cerca de 10 pessoas que estavam em cima de uma picape modelo D20, e os corpos foram encaminhados ao necrotério do hospital Dantas Bião e no outro dia iriam ser transportados para o IML Nina Rodrigues em Salvador.


O microfone
Na segunda feira uma multidão  acompanhava a saída dos corpos que eram sendo colocados nos rabecões, onde vi um senhor empunhando um microfone que se postou de frente à um Fusca, e aquela cena me chamou atenção, principalmente quando ele começou a falar numa voz firme, onde pela primeira vez pude ver uma transmissão radiofônica, algo que me marcou até esta data. Aquele carro tinha um nome na porta que não esqueço até hoje: Radio Sociedade da Bahia.
Naquele momento eu já sabia o que queria ser quando crescesse.
Muitos anos se passaram, quando tive a oportunidade de fazer um teste na antiga Alagoinhas FM que ficava em uma posto de combustíveis na Br 101, e de lá para cá, vocês já sabem mais ou menos como foi a minha trajetória.

 IML
Pois é no ano 2000 mataram um Policial Civil em seu sítio na Rua do Catu, mais precisamente na estrada da fabrica de postes, e quando o corpo foi para o IML, fui até lá para pegar informações, quando um senhor meio gordinho foi logo me barrando, e dizendo que aquele local era restrito, onde eu deveria sair dali o mais rápido possível, logo vi que aquele homem não foi com a minha cara.
Num momento de total perspicácia, observei que aquele local seria o meu diferencial, em que poderia conquistar um espaço diferente na mídia.  Esperei ele finalizar o seu serviço a autópsia, e me apresentei dizendo que estava em fase de teste em uma rádio e que precisava de informações para eu poder me fixar naquela minha opção de trabalho.


Abrindo portas
Não foi fácil conquistar o Geraldino ou DINO, como ele ficou mais conhecido, mas devo a ele a minha ascensão no rádio, pois a sua paciência para comigo, foi vital para eu entrar naquele ambiente tão difícil, e que nenhum repórter ainda tinha feito matérias ali.
O sucesso logo chegou, pois esse horário de “seis e meia” ficou marcado pelas notícias policias onde os ouvintes ficaram cativos, pois sabiam que naquele momento sempre uma novidade policial poderia ser marcante, para o dia que apenas estava começando.
Foram muitas matérias ali, e muitos corpos que deram entrada como indigentes, foram identificados através de nossas reportagens, onde os parentes sabendo do sumiço de algum ente querido, iam logo ao IML.  De uma certa forma com as matérias,  evitava-se que mais um corpo tomasse o caminho do cemitério, como se fosse um indigente.
Participar de remoção de corpos e ser fotografado ao lado de defuntos, para mim virou algo rotineiro.
Agradecimentos
A você meu caro DINO meu muito obrigado, pela força que você sempre me dedicou.
 Não posso também deixar de registrar aqui o meu agradecimento  ao motorista da empresa Bio Sanear o Wilson popular Curujito, que em meados dos anos 80 me proporcionou uma dia marcante, onde conheci o famoso IML Nina Rodrigues, algo que já parecia estar marcado na minha trajetória como repórter policial, uma vez que “ estagiando como comunicador” passava horas nos momentos de folga, na antiga funerária A Lacerda que ficava na rua Conselheiro Franco onde hoje funciona a entrada da Galeria Tuzé.
Veja nas fotos, algumas destas reportagens do início de nossa carreira.


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  1. Trabalhava no IML nessa epoca e tive um problema com Dino porque deixei VC entrar pra fazer a reportagem, lembra?

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