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Mãe de Henry Borel teria sido agredida e enforcada por Dr. Jairinho, afirma defesa

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A defesa de Monique Medeiros solicitou um novo depoimento à Polícia Civil e mudou a versão dos fatos envolvendo a morte do filho Henry Borel. A professora disse que vivia uma rotina de agressões e chegou a ser agredida pelo médico e vereador carioca Dr. Jairinho. 

Segundo reportagem de O Globo, os novos representantes legais da mãe do menino, Thiago Minagé, Hugo Novais e Thaise Mattar Assad dizem que, com a prisão temporária do político, Monique agora se sente segura para falar a verdade sobre a relação do casal.   

"Tanto a babá, quanto a ex-namorada afirmaram ter medo dele (Jairinho). Será que a única pessoa que não teve o depoimento influenciado por Jairinho foi Monique? É uma questão de raciocínio", argumentou ao jornal o advogado Hugo Novais. A defesa pede a designação de um promotor especial para acompanhar o inquérito. 

Na primeira versão apresentada ao delegado titular da 16ª DP, Monique disse que deu banho no filho por volta das 20h do dia 7 de março e o colocou para dormir na cama do quarto em que dividia com o companheiro. Ela e Jairinho teriam ficado na sala, assistindo televisão.  

De acordo com a mãe, Henry levantou três vezes até 1h50, sendo levado de volta ao cômodo. Para não incomodar o sono do filho, o casal teria ido para o quarto de hóspedes para continuar a assistir série. Logo depois, Jairinho teria adormecido.  

Monique disse que por volta das 3h30 levantou e chamou o político, que foi ao banheiro. Ao voltar para o quarto em que estava Henry, ela diz ter encontrado o menino caído no chão, com olhos revirados, mãos e pés gelados, e sem responder.  

Ela relata ter gritado por Jairinho, que foi imediatamente ao cômodo. Eles teriam se arrumado rapidamente e se dirigido para o Hospital Barra D’Or, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. No caminho, a professora diz ter feito uma respiração boca a boca na criança, depois de orientação do parlamentar. 

Ao chegar na unidade de saúde, ela contou ter gritado pedindo ajuda, tendo recebido atendimento de várias pessoas imediatamente.  

Cerca de 12 mil pessoas não apareceram para tomar 2ª dose da vacina em Salvador

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Cerca de 12 mil pessoas não compareceram aos pontos de vacinação em Salvador para tomar a segunda fosse do imunizante contra a Covid-19. A informação foi divulgada nesta terça-feira (20), pela prefeitura. 

  

“É necessário que as pessoas sigam rigorosamente as orientações prestadas pelo Programa Nacional de Imunização, que estão alinhadas com as recomendações dos fabricantes dos imunizantes, para assegurar a proteção contra o vírus. O esquema vacinal incompleto não assegura a imunidade contra a doença”, reforçou Adielma Nizarala, médica infectologista. 

  

A recomendação é que a dose de reforço da CoronaVac seja aplicada 28 dias após a administração da primeira, já a Oxford/ Astrazeneca, o indivíduo deve retornar em 90 dias. A informação sobre a data de retorno para aplicação da segunda dose está contida no cartão de vacinação do imunizado.

Câmara aprova texto-base de projeto que torna aulas presenciais atividade essencial

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 A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira (20) o texto-base do projeto que considera aulas presenciais de educação básica e superior como serviços e atividades essenciais, inclusive durante a pandemia, e que cria diretrizes para o retorno às escolas.


O texto-base foi aprovado por 276 votos a favor e 164 contrários. Agora, os deputados vão votar propostas de modificação ao texto, que, na sequência, vai ao Senado.

O projeto diz que educação básica e superior, da rede pública ou privada de ensino, em formato presencial são reconhecidas como serviços e atividades essenciais, inclusive durante pandemia, emergência e calamidade pública.

Além disso, proíbe a suspensão das atividades educacionais em formato presencial, exceto quando as condições sanitárias de estados e municípios não permitirem, em situação que deverá estar fundamentada em critérios técnicos e científicos. Nesse caso, a decisão deverá constar em ato do chefe do Executivo estadual ou municipal.

Durante a pandemia de Covid-19, estados e municípios decidiram suspender aulas presenciais para diminuir a disseminação do vírus. Para a oposição, o projeto é uma maneira de forçar governadores e prefeitos a retomarem as aulas nessa modalidade, mesmo em caso de agravamento da crise sanitária.

"O que se quer aqui é enfrentar uma questão que está colocada diante da pandemia, obrigar as escolas a voltarem a funcionar de qualquer maneira, sem levar em consideração a orientação dos órgãos da saúde, as condições sanitárias", afirmou o deputado Bira do Pindaré (PSB-MA). "É isso o que está sendo colocado aqui neste momento."

O Conselho Nacional de Secretários de Educação se manifestou contra o projeto. "O projeto torna o ensino presencial atividade essencial, o que obriga estados e municípios a abrirem as escolas para ofertar aulas presenciais mesmo nos períodos de alto risco da pandemia", indicou, em nota.

"Alguns deputados já se manifestaram pela inconstitucionalidade do projeto, pois ele fere a autonomia dos entes." 

Por desvios na educação, João Henrique e Bacelar terão que devolver R$ 47,7 milhões a Salvador

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O Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA) determinou nesta terça-feira (20) que o ex-prefeito de Salvador, João Henrique Barradas Carneiro e à época o seu secretário de Educação, Cultura, Lazer e Turismo (Secult), João Carlos Bacelar Batista, terão que devolver aos cofres municipais R$ 47,7 milhões. 

A decisão ocorreu após julgamento eletrônico de um relatório de auditoria que aponta irregularidades e desvio de recursos em convênios celebrados com a ONG Fundação Pierre Bourdieu, nos anos de 2011 e 2012. À época, prefeitura e fundação tinham um acordo em um total de R$ 115 milhões. João Henrique e Bacelar ainda terão que pagar uma multa de R$ 50 mil.  

Será encaminhada, ainda, cópia do processo à Polícia Federal e Polícia Civil do Estado da Bahia – que investigou o caso na Operação “Prometeus” – para informação e eventuais ações. 

Entre outras irregularidades, foi destacado: “Direcionamento na escolha do convenente para formalização dos instrumentos de cooperação técnica; utilização incorreta do instrumento de convênio para a realização de cooperação técnica com uma Organização não Governamental; ausência de documento comprobatório de notificação à Câmara Municipal relativo às celebrações dos Convênios; ausência de documentos obrigatórios à celebração dos convênios; fraudes na documentação fiscal na ordem de R$14.289.458,81; comprovantes de despesas apresentados com irregularidades na Autorização para Impressão de Documentos Fiscais – AIDF; e contratação de pessoal, mesmo após a denúncia do convênio”. 

A empresários, Bolsonaro diz não temer CPI e é cobrado por atenção a meio ambiente

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 Em mais um esforço para se aproximar do setor produtivo, o presidente Jair Bolsonaro convocou dez ministros nesta terça-feira,20, para a sua primeira reunião do ano com empresários do ‘Diálogos pelo Brasil’, grupo criado pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, para mediar a relação do setor com o governo federal. 

No último dia 7, Bolsonaro participou de um jantar em São Paulo com cerca de 20 empresários na casa do empresário Washington Cinel, dono da empresa de segurança Gocil. O evento desta terça-feira, 20, foi realizado por videoconferência e contou com a presença de 40 grandes empresários e executivos do País. Entre eles estavam Abílio Diniz (Península), André Bier Gerdau Johannpeter (Gerdau), André Esteves (BTG Pactual), Wesley Batista Filho (JBS), Rubens Ometto (Cosan) e Luiz Carlos Trabuco (Bradesco). 

Segundo relatos de participantes, em sua fala o presidente fez uma crítica indireta aos governadores ao reclamar do “abre e fecha” do comércio, elogiou o ministro da Economia, Paulo Guedes, e disse que “não teme” a CPI da Covid no Senado. Bolsonaro também exaltou as ações do governo federal contra a pandemia após o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, dizer que cerca de 900 mil kits para intubação de pacientes graves com Covid-19 chegarão ainda nesta semana ao País, importados da Espanha. 

O ministro da Saúde fez a fala mais longa da reunião. Queiroga disse aos empresários que prevê “um horizonte melhor” de vacinação entre maio e junho e defendeu que é preciso encontrar uma solução para evitar aglomerações no transporte público – uma prerrogativa dos Estados e municípios. O ministro também pregou o distanciamento social e uso de máscaras, mas afirmou que um novo protocolo para uso de medicamentos do “kit Covid” nos hospitais será anunciado em breve. Defendido por Bolsonaro, o tratamento precoce contra a Covid não tem base científica. 

Todos os ministros presentes fizeram uma pequena apresentação sobre suas pastas e Skaf foi o único a falar em nome dos empresários. O presidente da Fiesp apresentou uma lista com três “demandas” do setor, combinadas previamente em um grupo de WhatsApp: ampliação e aceleração da vacinação, reforma administrativa e um bom ambiente econômico. 

No momento que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, é alvo de notícia-crime do ex-superintendente da Polícia Federal no Amazonas Alexandre Saraiva, acusado de obstruir investigação ambiental e favorecer madeireiros investigados pela PF, e na véspera do início da Cúpula do Clima nos EUA, o tema ambiental também foi uma preocupação dos empresários. Skaf pediu uma outra reunião nesta quarta-feira, 21, específica sobre o tema. Além de Salles, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e o embaixador Leonardo Athayde, negociador da agenda do clima, vão falar com os empresários. 

Tereza Cristina, destacou que o Brasil vem batendo seguidos recordes em suas safras. “Teremos este ano o fechamento da safra com mais de 272 milhões de toneladas. E muito provavelmente o presidente Jair Bolsonaro vai chegar ao seu último ano de mandato bem próximo dos 300 milhões de toneladas”, afirmou a ministra da Agricultura. 

 

Mensagens da Lava Jato abrem primeira crise da nova gestão da PF com setor que investiga políticos

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Uma manifestação contundente de um delegado sobre as mensagens hackeadas da Lava Jato abriu a primeira crise da nova gestão da Polícia Federal com o setor mais sensível do órgão, que investiga pessoas com foro especial. 

O embate está no contexto da movimentação política e jurídica que busca usar os diálogos vazados para punir integrantes da força-tarefa da operação de Curitiba e em meio às recentes mudanças de comando da PF no governo Jair Bolsonaro. 

O delegado que comanda a área de investigações contra políticos e seu superior, o coordenador-geral de combate à corrupção, foram trocados na semana passada logo após o episódio que envolveu as mensagens da Lava Jato. 

Pessoas ouvidas pela Folha relatam mal-estar pela forma como as mudanças ocorreram e o clima de desconfiança gerado entre os investigadores. 

As trocas foram feitas pelo novo diretor de investigação e combate ao crime organizado (Dicor), Luís Flávio Zampronha. Ele tirou os delegados Thiago Delabary da coordenação-geral e Felipe Leal do Sinq (Serviço de Inquéritos Especiais), responsável pelos casos que envolvem políticos e demais pessoas com foro especial. 

O problema começou após o jornal O Globo revelar um ofício encaminhado por Leal em resposta a um pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) sobre as mensagens hackeadas. 

No documento, que acompanha um laudo pericial, o delegado afirma essencialmente três coisas: 1) não ser possível confirmar a autenticidade do material, 2) haver indícios de que os hackers agiram com dolo para adulterar mensagens —fazendo referência a um entendimento do Ministério Público, 3) configurar crime de abuso de autoridade qualquer investigação que seja feita com base nos diálogos, por terem sido obtidos de maneira ilícita. 

Trocando em miúdos, a PF se manifestou contra a utilização das mensagens para investigar qualquer coisa, mais especificamente, no caso, a força-tarefa da Lava Jato, que entrou na mira desde que o conteúdo do Telegram se tornou público após ser obtido pelo The Intercept Brasil. 

O ofício também tenta mostrar que em nenhum momento houve posição diferente sobre isso, ainda que possa ter existido esse entendimento no Supremo. 

Embora assinado por um delegado, o papel passou por outras instâncias da polícia, incluindo o ex-diretor da área, Cézar Souza. Foi chamado internamente de um posicionamento institucional. 

Mas o ofício não foi bem visto pela nova gestão da PF. Antes de virar diretor de corrupção, Zampronha foi o responsável pela Spoofing, que investigou os hackers. 

Em nenhum momento ele entrou nessas questões ao longo da condução do inquérito. Internamente, sempre disse compartilhar do entendimento de que o material angariado na investigação mostra que as mensagens são verdadeiras, embora não sirvam como prova judicial por terem sido roubadas. 

Depois que soube do documento, Zampronha se reuniu com Leal. Avisou que haveria a troca, que precisaria de pessoas de confiança no Sinq. Nas conversas, o diretor reclamou do ofício, disse que o documento era demasiadamente opinativo e que não havia necessidade de a PF entrar nessa briga. 

Além disso, Zampronha se queixou dizendo que Leal deveria ter apenas encaminhado o laudo técnico sobre a autenticidade ou não das mensagens, sem juízo de valor. 

O assunto é ainda mais delicado porque mexeu indiretamente com figuras poderosas como o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e o presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Humberto Martins. 

Ambos não gostaram da manifestação de Leal. Eles acham que o delegado da PF não poderia ter dado opinião sobre a prova ser lícita ou ilícita, prerrogativa do Judiciário. Martins abriu inquérito de ofício na corte para investigar a Lava Jato —o caso está suspenso por decisão da ministra Rosa Weber. 

 

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