POLÍTICA

PSL tem disputa de listas após Bolsonaro agir para Eduardo ser líder na Câmara



Deputados do PSL deflagraram na noite de ontem (16) uma guerra de listas a fim de definir o líder da bancada na Câmara. A disputa envolve aliados do presidente Jair Bolsonaro e do presidente da sigla, Luciano Bivar (PE).
O atual líder da bancada na Casa é Delegado Waldir (GO), no entanto, aliados de Bolsonaro querem substituí-lo por Eduardo Bolsonaro (SP), filho do presidente. De acordo com a Folha, deputados afirmam que Bolsonaro atuou pessoalmente para influir no processo.
Versões desencontradas sobre o episódio provocaram uma confusão no protocolo da Câmara.
O grupo bolsonarista entregou uma lista com 27 assinaturas para retirar Waldir do comando da bancada. Depois, uma nova lista foi então apresentada com 32 deputados.
Já que o PSL tem 53 parlamentares, a conta acabou não fechando. Então o impasse foi instaurado.
Segundo a reportagem, a lista para manter Waldir na liderança foi a última protocolada e ela que vale por enquanto para a Câmara.
No entanto, Eduardo falou sobre uma eventual substituição. “O meu compromisso aqui é ficar até dezembro, oportunidade em que teremos eleições para o ano que vem”, declarou ele, em entrevista coletiva.
As assinaturas ainda devem ser checadas pela administração da Casa, a fim de conferir se são autênticas. O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deve autorizar a mudança para que entre em vigor.
Ainda conforme a Folha, os deputados dos dois grupos não mostraram o documento à imprensa.
O grupo de bolsonaristas é composto pelo líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), Carlos Jordy (RJ), Bia Kicis (DF), Carla Zambelli (SP), Filipe Barros (PR), além de outros que também assinaram a notificação de Bolsonaro que pede mais transparência no PSL.
À noite, foram divulgados áudios atribuídos por pessoas ligadas ao PSL a Bolsonaro que apontam que seria a ação do presidente para convencer os deputados para a troca do líder do partido. 
Questionado sobre as gravações pela reportagem, o Palácio do Planalto declarou que não comentaria.

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